10 Dez.[Sáb.] \23.00 \ Café-Concerto
Victor Hugo
Natural de Aveiro, Victor Hugo (Voz, Guitarra e Harmónica) vai estar no Performas para mais um concerto à sua medida. O membro integrante dos The Underdogs, Rouge e Ugly Tramps, vem apresentar um reportório de versões dos seus músicos de eleição e de canções de autoria pessoal. Essencialmente focado na música americana dos anos 50 e 60, desde os mestres do blues/folk até ao berço do tão aclamado Rock n' Roll, as sua influencias são directas e orgulhosamente defendidas, nunca menosprezando, obviamente, o seu cunho próprio em qualquer interpretação. Do seu livro de canções, promete alguns temas antigos, assim como músicas que nunca viram a luz do palco.

10 Dez. [Sáb.] \ 22.00 \ Auditório
Monstros de Vidro
Visões Úteis
Estreia Absoluta
“Monstros de Vidro” parte do desejo de falar do modo como, desde sempre, as comunidades criaram mitos para explicar e sublimar os acontecimentos traumáticos que atravessam – os desastres que acontecem devido a causas incontroláveis, mas também aqueles que resultam directamente das acções da própria comunidade.
Visões Úteis
Estreia Absoluta
Uma década depois do espectáculo “Orla do Bosque”, onde lançávamos um olhar crítico ao nosso aqui e agora, a nuvem de optimismo e euforia dos últimos anos desfez-se, e a queda foi abrupta. Criámos novos monstros para lidar com o medo e justificar o desastre. A comunidade, como sempre acontece nas histórias, tem agora de escolher entre mudar o seu modo de vida ou simplesmente destruir os monstros, obtendo assim uma paz temporária.
"Monstros de Vidro" estreia a 24 de Novembro no Teatro Carlos Alberto (Porto), seguindo-se a apresentação no Estúdio Performas.
"Monstros de Vidro" estreia a 24 de Novembro no Teatro Carlos Alberto (Porto), seguindo-se a apresentação no Estúdio Performas.
3 Dez. [Sáb.] \23.00 \ Café-Concerto
Sweet Punk&Jazz
Beatriz Portugal com Nuno Ferreira
Voz e guitarra jazz fazem renascer Standards e punk rock alternativo dos anos 80 e 90. Temas como “Should I stay or should I go” (The Clash) ou “Divine Hammer” (Breeders) são reinterpretados com uma ternura jazzística. Uma abordagem intimista de clássicos de jazz e de temas que marcaram uma estética musical.
Beatriz Portugal com Nuno Ferreira

3 Dez. [Sáb.] \ 22.00 \ Auditório
MELODRAMA para 2 actores & 1 fantasma
Work in Progress (resultado da residência artística entre os dias 25 de Nov. e 3 de Dez.)
Work in Progress (resultado da residência artística entre os dias 25 de Nov. e 3 de Dez.)
Uma peça de Rui Catalão com Sofia Dinger e Cláudio da Silva
Criado para expor à tortura e à provação daqueles que se atrevem a desejar para si o amor e a felicidade, o melodrama foi um género popularizado entre as mulheres das classes baixas e fez o seu percurso do teatro para o cinema até finalmente se diluir, sem grandiloquência, nas fotonovelas e nas telenovelas latino-americanas.

Passou a ser digerido pelo irónico espectador pós-moderno como uma paródia. E no entanto, foi trabalhado sem cinismo por alguns dos grandes artistas do século XX no Japão (Naruse, Mizoguchi), em Hollywood (Borzage, Stahl, Sirk), em Bollywood (Guru Dutt) e também na Europa (Fassbinder, Almodovar). Com a ajuda de dois atores maravilhosamente intuitivos, o meu objectivo foi abdicar dos efeitos de manipulação emocional do género e concentrar tudo na experiência sensorial dos corpos. É no toque, nos gestos, nas torções e nos olhares que deve procurar-se a narrativa. O drama deixa de depender da tensão com a sociedade, suas hipocrisias e partidas do destino. Os corpos ficam entregues à via solitária da sua busca de satisfação.
Rui Catalão
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