31 Mar a 11 Abr (3ª Fª a Sáb) | 22h | vários espaços PerFormas | Estreia

O SARGENTO LOUCO
uma criação performativa de José Filipe Pereira
Livremente inspirada na novela “O Inválido Louco” de Achim von Arnim.

O Sargento Louco é a história de um homem caracterizado pela sua bizarria psicológica, o que constitui em si o suporte fantástico da performance. Os acontecimentos passam-se numa fortaleza e giram rigorosamente em torno do fogo e da paixão.

A performance desenvolve-se recorrendo a elementos culturalmente estranhos, tanto ao contexto da narrativa, quanto ao seu enquadramento histórico (Marselha, 1760, durante o reinado de Luís XV e no decorrer da Guerra dos Sete Anos), contribuindo assim para provocar estranheza e constituir desafio. O contraste entre a narrativa eminentemente romântica, que José Filipe Pereira apropriou muito liberalmente da novela de Arnim, e o exotismo das condições em que se desenvolve a sua apresentação, jogarão necessariamente a favor do discurso performativo.

Assente numa rigorosa partitura de acções físicas a que Guilherme Guerra dá corpo, num texto que requer uma extrema atenção e servido pela banda sonora original, composta por João Figueiredo, “O Sargento Louco” recorre ainda à linguagem do fogo, no intuito de desafiar convenções, reorganizar o espaço, baralhar o tempo e convidar a leituras personalizadas do drama afectivo exposto.



Direcção Artística de José Filipe Pereira | Actuação: Guilherme Guerra | Música Original: João Figueiredo | Gravação e Pós-Produção: Bruno Matos | Voz Off: Lea Prisca Lopez | Iluminação: Hugo Martins

3 comentários:

Projecto Transparências - criação de objectos performativos disse...

Big Sister is watching you!!! So far and so close... Meninos, muita merda!!

Anónimo disse...

Próxima 5feira estou ai convosco... beijo grande
Diana Coelho

Espada disse...

Foi um bom momento que o passei na minha estreia nesse espaço. Gostei bastante da representação de Guilherme Guerra. Excelente expressão corporal, óptima voz e uma empatia com o público muito boa. Adorei o bombardeamento do Fórum Aveiro, momentaneamente transformado na residência do general responsável pelo «forte» a cargo do Sargento Louco. Parabéns pela peça e pelo espaço. É com locais como este que a cidade pode crescer culturalmente.